sábado, 3 de outubro de 2009

∴Uns sentam e choram, outros levantam e fazem∴

A alguns dias escutei uma frase na aula de gestão de prazos que tive durante meu curso de pós em gestão de projetos na FIA: “você planeja seu projeto baseando-se nos recursos que você tem”.

Hoje o mundo está estrururado sobre o plano de Descartes (o plano cartesiano), um modelo limitado e restrito de entendimento. Não sou contra ele. Só acho que não precisamos parar por aqui. Tem muita coisa que pode ser aprendida ainda e muitos novos aspectos da complexidade da vida e das relações a serem descobertos e estudados.

A questão é: precisamos partir de algum ponto! Nossos projetos, empresas e mesmo nossa vida deve se estruturar sobre os recursos que temos e não sobre os que não temos. Será?

Como bom consultor respondo novamente: depende! Nossos pensamentos, criatividade e idéias são também entendidos como recursos ou não?

Se contamos com eles para criar o nosso propósito como um objetivo e o caminho até ele, não podemos “descartá-los”. Não podemos continuar a olhar pelas lentes do nosso amigo René.

As coisas não andam muito bem…esta certo, podemos até manter nossos trabalhos durante algum tempo, pagar nossas contas e até mesmo guardar algum dinheiro…mas o mundo não parece estar indo por um caminho sustentável. Ao mesmo tempo, acredito que nunca as pessoas se preocuparam tanto com a sustentabilidade dos sistemas humanos (de produção, comercialização, de governo, de gestão, de educação). Nunca na história chegamos a ter tanta informação a disposição. Sabemos que algo está errado, querermos mudar mas não sabemos por onde começar. Por enquanto a maioria parece estar anestesiada pela inércia do dia a dia. Alguns se rebelam internamente mas nada fazem. Poucos estudam ou propõem alternativas.

Para mudar a direção de um carro em movimento você não gira a roda ao contrário, mas sim gira o volante. O que nos falta para assumirmos o controle e a direção?

As certezas dos números só nos trouxeram dúvidas. Parece que quanto mais detalhamos um cronograma, mas ele se torna incerto. Talvez precisemos um pouco mais do subjetivismo da natureza ao invés do concreto do asfalto, dos intervalos ao invés das datas, das probabilidades ao invés da exatidão errática.

Mas sentar e chorar não resolve o problema. Precisamos pensar, simular e aprender, com a imaginação, com a intuição e com a experiência também. Não apenas refutar tudo que foi criado até hoje mas ampliar, evoluir, fazer diferente. Planejar com o que temos…com a vontade de fazer um mundo melhor.

 

Kleiton Kühn
kleitonkuhn@hotmail.com

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

“Basta ter certeza para estarmos errados”

(Este texto nasceu de um comentário que comecei a escrever a respeito do primeito texto publicado por um amigo pelo site http://www.desnewtoniando.blogspot.com/)

Hidas,  Gostei muito da sua estréia!!!! Parabéns!!! É uma excelente proposta e espero que eu consiga colaborar com propósito do seu blog!!!

Engraçado que alguns assuntos são “paradigmáticos” por natureza. A exemplo a própria conceituação de Newton. Existiam a mais de 5000 anos antes de cristo!!!! Isso mesmo!!! E eram tidas como ciência oculta!!! De conhecimento de poucos que sabiam ler o alfabeto DEVANAGARI (com o qual se escreve em sânscrito).

DEVA = Deus/divindade

NAGARI = escrita.

As pessoas com capacidade de ler estes ensinamentos e obter este conhecimento influenciavam mais o meio onde viviam do que aqueles que não as conheciam.

TAMAS, RAJAS e SATTWA respectivamente significam em sânscrito INÉRCIA, MOVIMENTO e ESTABILIDADE.

Mas não eram entendidos em si apenas. Existiam leis “explicativas” da própria dinâmica destas forças. Como por exemplo a lei do KARMA (Ação e reação), a lei da egrégora (ou “força holística” que diz que o valor/capacidade/força/conhecimento da soma das partes é menor que a valor/capacidade/força/conhecimento do todo).

Ou seja, em algum momento na história estes conceitos eram válidos e importantes. O mesmo podemos do próprio conceito de DEUS. DEUS inicialmente na cultura dos povos pagãos era visto e entendido como qualquer coisa, evento ou corpo da natureza. Deus era então o sol, a lua, as estrelas, o trovão, a chuva, o mar, a montanha, as nuvens, etc. em algum momento alguém estudou o movimento dos astros e, baseado neste conhecimento, previu os solstícios e equinócios, e com isto fez as vezes de “representante de Deus”. Eram Deuses na Terra os que detinham este tipo de conhecimento (o 1º nível de deturpação).

Não demorou muito até que alguém dissesse que Deus era uma entidade intensa, justa, onipotente, onisciente e onipresente. O pecado original fez com que o ser humano “nascesse devendo” a Deus. É claro, seu representante cobrava esta dívida.

Até que chegou um cara que disse que Deus não era nada daquilo. Disse que Deus era amor e bem aventurança. Acabou crucificado mas seu conceito de Deus permaneceu. Demorou para ser largamente aceito este conceito mas atualmente ele é aceito (apesar de não seguido na prática).

Hoje o conceito de Deus é variado. Para algumas religiões ainda prevalece a visão do Deus cobrador e Juiz do bem e do mal, para outras ele é amor, ou ainda consciência, luz, energia, força, e até mesmo o próprio universo absoluto.

Minha pergunta é: porque reduzimos nosso entendimento de deus a algo baseado em uma sensação de esperança e fé? Por que nossa mente não está apta a entender um novo conceito! Não que seja o novo conceito VERDADEIRO mas ele é um pouco mais refinado a cada geração que aplica a cognição para fazê-lo evoluir.

Não estamos prontos a aceitar a morte como um fim da nossa vida como a entendemos. Precisamos acreditar que somos eternos. O paradoxo é: “não faz sentido eu ser finito!! Minha consciência (esta que voz fala) permanecerá!” Será? Não sei! Mas também não acredito que alguém saiba. Resta mesmo é acreditar e esperar!

Fato é que nossos conceitos (justamente nesta era de conhecimento e produção exponencial) se tornam cada vez mais estáticos, fixos e imutáveis pois há muito conhecimento e praticas que se baseiam neles…e daria um trabalhão pensar em algo novo…mais completo…mais próximo da realidade atual….mais adequado ao futuro que pretendemos…

Podíamos pensar que a vida é sim finita, e por isso mesmo precisamos nos esforçar para fazermos o melhor, para sermos elos fortes nesta corrente humana em busca do conhecimento e da felicidade. Um nó forte na teia de vida.

Tenho minhas sugestões para transformar nossa realidade baseando-se em conceitos mais sustentáveis. Não garanto que o meu ponto de vista é o mais adequado, não tenho certeza de como uma empresa deve funcionar para crescer mas tenho propostas alternativa (até porque não acredito em fórmula mágica mas sim em adequação cognitiva). Quero tentar um mundo mais justo e integro. Não tenho certeza que conseguirei, mas afinal, basta ter certeza para estarmos errados.

 

Kleiton Kühn
kleitonkuhn@hotmail.com

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O papel da qualidade no desenvolvimento de Software

 

Vejo que o mercado vem mudando sim, principalmente tomando-se, como base, cenários de uma década atrás, por exemplo. Porém, não creio que a diferença seja que antes pagava-se por qualidade e hoje não mais. Em verdade, o cliente antes pagava por qualquer coisa. a demanda era vertiginosamente crescente e a quantidade de pessoas que produziam Softwares de maneira minimamente séria era indiscutivelmente baixa.

Por consequência disso, os desenvolvedores tinham um tempo razoável para trabalhar, e o produto podia ter mais qualidade. Não por exigência do cliente, mas porque o mundo era diferente, a urgência era outra, a concorrência em muitos setores era praticamente nula, a cultura do desenvolvimento tinha outros princípios.

O que vejo é que, assim como em qualquer outro mercado, quanto mais produtos similares o cliente tiver a opção de adquirir, mais atenção aos detalhes ele dará, e é nesse ponto que aquele que tiver mais diferenciais reais e percebidos pelo cliente (o conhecimento no negócio, por exemplo) irá vencer a competição.

Questão importante: mas e a qualidade, não é um diferencial???

Resposta: ao meu ver, não! Pelo menos não de início. Com o tempo talvez o cliente se arrependa da aquisição e talvez ele pense:

“Puxa, se pelo menos eu tivesse ouvido aquele cara que não tinha carisma nenhum” - é um cara técnico tentando vender sistema – “Mas que foi sincero e me explicou que um sistema não poderia ser feito pelo preço que eu gostaria de pagar e muito menos no prazo que eu esperava receber...”

Mas neste ponto talvez já seja um pouco tarde. Softwares muito grandes são difíceis de trocar assim, de uma hora para outra. Muitas vezes envolvem a “cabeça” de pessoas demais dentro de uma empresa, ou às vezes cabeças muito “influentes”, o que sempre acontece em grandes corporações. O fato é: numa dessas, muitas vezes o desenvolvedor bem intencionado já ficou para trás, enquanto que o vendedor esperto já garantiu suas férias no caribe.

Bom, a moral da história é que, para o cliente, soam mais irresistíveis aquelas promessas mirabolantes de um vendedor “macaco velho” (se possível com aquele toquezinho de “desconto para clientes especiais”) do que a realidade nua e crua de que sem qualidade um sistema não passa de “jogada de marketing”.

Ao meu ver, a realidade é que o cliente não percebe, nunca percebeu e, talvez, nunca perceberá a importância da qualidade de um Software. Isto porque, para ele, é parte implícita na compra de um Software que o mesmo faça o que ele quer e da maneira que ele quer.

Costumo comparar isso ao comportamento de qualquer cliente (inclusive desenvolvedores de Software) ao comprar, por exemplo, um celular.

Mas deixe-me explicar melhor: quando você compra um celular, você costuma ler atentamente cada recurso que o celular deveria ter conforme a especificação? E mais do que isso, você TESTA cada um dos itens da especificação??? Mas é claro que não!

Deixe-me expor uma situação ainda mais absurda, mas que esclarecerá perfeitamente o que quero dizer: o que você sentiria se descobrisse, 1 ano depois da compra, que o seu celular não faz ligações para o Acre, às terças feiras, em noites de lua cheia em que o céu está nublado e, ao reclamar, o suporte lhe dissesse “Mas o senhor não testou esta situação quando recebeu o produto?”. Eu lhe digo o que você sentiria: Ódio! Ódio mortal!

Pois então, porque é que um cliente comprador de Software deveria se comportar diferente? Sim, eu sei que Softwares hoje em dia são produtos altamente personalizados, sei também que uma função que na tela parece simples provavelmente envolverá dezenas de linhas de código, mas o cliente não sabe! E nem é obrigado a saber.

Agora, uma coisa que é inegável. A longo prazo, a qualidade é realmente a alma do negócio. Um sistema bem estruturado, com o passar do tempo, vai gerar trabalhadores orgulhosos e clientes satisfeitos. Um mal estruturado irá gerar trabalhadores paranóicos e clientes com leves tendências homicidas. Fato!

Agrega-se a isso o fato de que um cliente satisfeito espalha as boas novas para 5 pessoas. O insatisfeito denigre sua imagem perante 15. Logicamente este número é um chute e variará de mercado para mercado, de situação para situação, mas é um cenário constante em qualquer tentativa de comercialização de produtos ou serviços.

Mas então, se a qualidade em si não é um diferencial na hora da venda (lembrando que estamos falando de um primeiro contato com o cliente que não tenha um “pré-conceito” formado sobre o produto ou a empresa), mas se é imprescindível a longo prazo, como eu faço para gerenciar estes dois momentos distintos porém indivisíveis?

Bom, é um assunto interessante, mas acho que isso já é um outro tópico...

 

(Texto de Hideki Kawauchi – amigo e colaborador)

Comentário de Kleiton:
Hideki, espero que continue se arriscando a escrever o que pensa. Sua opinião é sempre muito valiosa. Primeiro para você mesmo (pois escrevendo nos forçamos a aprender e definir nossos conceitos e significados) e segundo porque não estamos sós: muita gente busca conceitos de qualidade, conceitos de gerenciamento de projetos e uma nova visão sobre as práticas em empresas de TI. Invista tempo nisto! É o primeiro passo para transformar a realidade. abração!!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

∴Papo de Líder∴

Indo para o trabalho sempre escuto comentários sobre liderança de Eugenio Mussak no quadro “papo de líder” na rádio Eldorado.

Hoje ele falou sobre vontade e definiu “líder” como o gerador de vontade.

Gostei do conceito mas não concordo com ele. Ao meu ver ninguém gera vontade em ninguém. A vontade já existe latente dentro de qualquer ser humano. O papel do líder neste caso é tornar consciente esta vontade ao seus colegas e subordinados.

Não acredito que alguém possa gerar vontade em alguém, a não ser que a vontade já esteja lá dentro. Para mim , é mais como alguém “assoprando uma brasa até virar fogo, deixando-a viva e vibrante do que atear fogo em algo apagado”.

Um exemplo: ninguém conseguiria gerar em mim a vontade de comer carnes pelo simples fato de eu não considerar carne um alimento. Não há líder no mundo que me faça ter vontade de comer carnes. Pode até existir alguém que me obrigue a comer ou me engane, mas não terei comido por vontade de comer.

Para mim um líder é alguém que mostra para as pessoas uma verdade que foi esquecida ou que ainda não foi percebida. Inspira a fazerem seus trabalhos.

E quem melhor que você mesmo para ser seu líder???

Confúcio disse certa vez: “trabalhe com aquilo que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer na vida”.

Algumas pessoas até podem se motivar por metas que não representam sua verdadeira vontade, mas esta motivação com certeza não será duradoura. Muitas vezes vinculam os objetivos pessoais de cada indivíduo aos objetivos da empresa através do compartilhamento de crenças e valores comuns. Esta vinculação não é manipulação falsa, pelo contrário: alguém que queira promover boa educação à seus filhos, ou constituir uma família (por exemplo) pode ser motivado a se esforçar ainda mais no trabalho. Ao atingirem coletivamente os resultados esperados que mantenham a remuneração dos integrantes, estes conseguem atingir seus objetivos pessoais.

O mal entendimento hoje é justamente este: as pessoas não sabem por que trabalham. Acham que trabalham por dinheiro. Quem pensa assim está enganado. Quem trabalha por dinheiro é mais uma foca fazendo o show por um peixe. Não nasceu para fazer aquilo. Mas vai viver a vida toda presa naquela atividade.

As pessoas querem ser felizes. Elas trabalham para serem felizes. Algumas ficam dois terços da vida em ambientes de trabalho medíocres só para conseguirem realizar (no terço restante) a sua felicidade. Parecem ter esquecido que esta vida é finita. Mas estou aqui para relembrá-los: eu e você vamos morrer um dia!!! Por isto realize a sua vontade e procure trabalhar em algo que lhe traga felicidade.

 

Kleiton Kühn
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Metagerenciamento: Um Modelo de gestão baseado no modelo de Gerenciamento Agil de Projetos

Todos nós notamos que atualmente o mercado não está mais tão disposto a pagar por qualidade quanto a quinze anos atrás. Na verdade o cliente exige a qualidade a baixo custo, exige que o fornecedor conheça seu negócio e o negócio do seu cliente, exige que a solução, serviço ou produto a ser entregue seja aderente, flexível, robusto e estável. Os tempos são outros, a concorrência aumenta e os modelos de gestão por projetos em alguns mercados se consolida a cada dia como a solução para atingir os resultados pretendidos. Parece quem, enfim, a era industrial passa o bastão para a era do conhecimento.

Exemplos de empresas desta nova era são as muitas empresas de Softwares e soluções de TI. Elas são uma vanguarda no que diz respeito a produtos, serviços. Não apenas por trabalharem com tecnologia, mas por estarem mais aptas a adorem modelos de gestão onde o gerenciamento do conhecimento deve ser utilizado.

Mas por que este é um tipo de negócio tão diferente das empresas do passado? Uma frase que escutei a algum tempo atrás: “empresa de software não tem estoque”.

Sua matéria prima são idéias, conhecimentos tecnológicos e outros conhecimentos específicos relativos aos produtos da empresa além do conhecimento do negócio dos seus clientes: hoje em dia não conseguimos desenvolver nada realmente útil se não obtivermos a satisfação do usuário na prática do negócio.

Por este motivo muitas destas empresas estão buscando novos modelos de gestão dos seus processos e dos seus projetos. Modelos que dão ênfase para o foco aos clientes, mas sem submeter os membros da equipe a qualquer formato de controle autoritário ou de supervisão. Muitas empresas de software (pelo menos as que já perceberam que uma gestão mais sustentável e participativa é urgente para sua sobrevivência!) passam a delegar ao invés de centralizar, buscar a discussão produtiva para sanar os problemas ao invés de apontar alguém como responsável. Por qual motivo? Porque é a decisão mais assertiva a ser tomada! As burocratizações impostas por alguns modelos não tem força de influência na cultura destas empresas. Nelas a pesquisa por novas tecnologias e modelos não se prendem a obrigatoriedades: elas implementam o que é saudável e põem de lado o que não lhes serve para o momento. Estas são as famosas “learning organizations” profetizadas por Peter Senge e companhia. Elas buscam modelos para reter e desenvolver a capacidade de suas equipes em criar soluções cada dia mais avançadas, atrativas e baratas, que agreguem real valor aos seus clientes, fidelizando-os.

Este fato faz com que muitas destas empresas trabalhem dentro de um modelo projetizado de trabalho. Mas qual seria o modelo de gerenciamento de projetos mais viável e interessante?

Temos o PMI e toda a metodologia clássica de gestão de projetos que, por muitas vezes, dá ênfase ao processo e ao planejamento e ao controle em detrimento à execução e a pragmática e assertividade da interação com o cliente (característica do modelo de Gerenciamento Ágil de Projetos).

Prós e contras

O Gerenciamento Clássico de projetos (proposto pelo PMI) faz com que o planejamento seja obrigatoriamente realizado de forma detalhada logo no início. Basicamente tudo estará contido no escopo do projeto (o que será feito e o que não será feito muitas vezes).

Este formato funciona muito bem para a construção de um prédio ou de uma ponte, onde as necessidades de customização não são mandatórias (mesmo que desejáveis). Já para o gerenciamento de uma fábrica de software este modelo pode gerar muito retrabalho, negociações, controles de aceites e por conseqüência gerar alongamento de prazos e desconfiança (Imagine-se recebendo um documento com 180 páginas para ser lido e aceito em uma semana: o cliente não tem tempo de parar sua operação para analisar um bloco de informações tão grande e também não está disposto a correr o risco de aceitar um recurso que não lhe atenderá plenamente): precisaríamos de pessoas chaves do cliente (conhecedoras profundas das regras de negócios e posicionamento estratégico atual e futura da empresa) muito disponíveis e dispostas a participar do processo de criação da solução. Com este envolvimento e participação os próprios usuários se comprometem de forma mais profunda com o projeto e seus resultados do que quando não é valorizado e considerada sua participação ativa. Precisamos também de pessoas com profundo conhecimento dos produtos e da tecnologia envolvida para as customizações, além, é claro, de habilidades de relacionamento e negociação com os envolvidos. O modelo de gerenciamento ágil tem uma perspectiva mais dinâmica de pesquisa e, por envolver muito o cliente, pode apresentar atividades pouco objetivas no que diz respeito a conclusão de entregáveis. Neste não temos um escopo fechado e completamente detalhado mas uma visão (por muitas vezes subjetiva) sobre o que deve ser contemplado no projeto, a especulação sobre possíveis soluções alternativas, novas tecnologias e formas de se chegar aos resultados pretendidos (sempre envolvendo o cliente no aceite destas possibilidades) , a adaptação das soluções planejadas em conjunto, remetendo possivelmente a novos ciclos de especulação e a adaptação até que seja definido o encerramento do projeto após o recebimento e validação das soluções propostas em produção.

Teoricamente parecem ser incompatíveis os dois modelos, mas na prática ocorrem naturalmente muitas vezes. Quando a empresa de TI não é bem estruturada em gerenciamento de projetos (pelo menos nenhuma estruturação visível ou perceptível) ela sente através da sua demanda de trabalho a natural necessidade de organizar equipes e pacotes de trabalho que identifiquem as necessidades dos clientes (em menor grau de detalhamento inicialmente e depois gradativamente melhorando suas forma de solicitar desenvolvimentos, customizações, manutenção e suporte). Os serviços podem ser neste caso naturalmente planejados dentro de períodos curtos (dias ou semanas) para que o coordenador tente antever a necessidade de alocação e capacidade de produção de seus recursos (desenvolvedores, analistas e consultores) – quase como fosse um projeto semanal de tarefas e atividades. Neste caso não existe a possibilidade de determinação de encerramento destas atividades muitas vezes e por isso deixam de ser tratados como mini-projetos (de desenvolvimento) e passam a ser tratados como serviços (de manutenção/suporte).

Dificuldades nos dias de hoje

A demanda por customizações cresce a cada dia. O cliente não quer muitas vezes se adequar a processos pré-determinador, rígidos e pouco aderentes a realidade e maturidade da empresa cliente. Atualmente é entendido e aceito que um pequeno distribuidor (por exemplo) pode ter um processo muito distinto (e não apenas simplificado) em comparação a um grande distribuidor, pois a vertical de negócio já não é suficientemente flexível nos sistemas atualmente existentes para atender a todas as necessidades (e quando são flexíveis passam a ser por muitas vezes complexos, confusos, utilizando termos e conceitos que podem ser diferentes dos utilizados pela cultura no cliente).

Já está claro que o cliente precisa de aderência de suas das regras de negócios (implícitas e explícitas) ao sistema de gestão a ser adotado. A dificuldade que surge em primeiro lugar é o fato de que as pessoas chaves no cliente e outros envolvidos nem sempre conhecem de antemão a solução desejada. Elas tem uma idéia funcional genérica que não chega ao nível de tratamento das informações de entrada e saída de cada processo. Fora isso, a cultura da empresa pode adotar formatos e termos específicos diferentes dos academicamente aceitos e utilizados.

Ocorre também muitas dificuldades de compreensão ou incompatibilidade de significados entre termos como “tipo de pedido” e “operações fiscais” ou “Pedido de clientes” e “Ordens de Vendas”, ou “Orientação à compras”, “Planejamento Logístico” e “Demanda de Suprimentos”. Este alinhamento é necessário entre pessoas com perfil de gestão e negócios e algumas vezes com perfil técnico/especialista.

Além disto o gerenciamento de mudanças torna-se um complicador ao invés de ser uma forma de facilitar a definição sobre o que está e o que não está dentro do previsto ao escopo. Como o escopo é subjetivo  (uma visão orientadora sobre as funcionalidades a serem contempladas apenas) não se caracteriza facilmente uma mudança de escopo mas sim uma nova definição específica de customização. Neste caso SLAs podem ser perigosamente danosas.

Qual é a saída?

Depende! Uma forma entre a clássica e a ágil que, adequada pelo bom senso de cada empresa, solução e negócio seja mais aderente a cultura da empresa. Abaixo uma proposta de associação entre práticas clássicas e o modelo ágil de gerenciamento:

- Levantar e mapear de forma macro todos os processos buscando definir um escopo de funcionalidades;

-Definir os processos prioritários e mapeá-los, entender como funciona o cliente e como seus usuários trabalham;

-Sugerir baseando-se nestas informações as soluções que devem ser criadas (em consenso com os usuários chave, gestores e patrocinadores);

-Formalizar a proposta de solução (que pode ser chamada de solicitação, especificação ou customização) e colher o aceite dos envolvidos;

-Detalhar esta especificação funcional juntamente com a área de desenvolvimento (analisando a viabilidade dos requisitos solicitados). Caso seja necessária alguma alteração no escopo desta especificação, levar os pontos críticos aos usuários para nova rodada de criação, negociação e consenso;

-Desenvolver os recursos solicitados, inspecionando a programação e homologando o recurso (primeiro internamente, depois com apoio dos próprios usuários.

Assim a empresa ganha em produtividade de entregáveis, já que as soluções serão realizadas por processos. O entendimento do negócio do cliente é valorizado e os usuários chaves envolvidos se comprometem para a virada do sistema. As margens de lucro ficam mais controláveis e projetos de valor fechado não viram bichos de sete cabeças.

Conclusão: soluções flexíveis e dinâmicas (pela grande capacidade de produção de customizações como é o caso do Microsoft Dynamics AX com seu desenvolvimento orientado a objetos são uma excelente saída quando o assunto é agilidade, conectividade e aderência, se os projetos de implantação forem coordenados por empresas competentes em gerenciamento de projetos.

Espero ter auxiliado com um novo olhar sobre desenvolvimento e implantação de sistemas e seus vários modelos de gerenciamento de projetos. Quem sabe os novos modelos não criem empresas únicas preocupadas com os clientes e suas necessidades.

 

Kleiton Kühn

* kleitonkuhn@hotmail.com

Cel.: 55 11 9141-9545

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

∴A ARTE DA CONSTRUÇÃO∴


“Construção” é uma palavra que me agrada muito, porque se refere tanto a um processo, quanto ao seu resultado. Definimos como “construção” um prédio sendo erguido, ainda em meio a obras, bem como o edifício já pronto. E isso nos permite entender que a construção é algo que nunca termina, pois ela está sempre acontecendo e, ao mesmo tempo, gerando novos resultados.
É assim, também, com nossa vida – pessoal e profissional (vale dizer que, de verdade, é impossível separar as duas). Estamos sempre na construção. E perceber esse movimento em nossas vidas, bem como entender suas etapas, pode servir como um poderoso combustível para que nossa consciência fique mais alerta, observando quanto estamos alinhados com nossos verdadeiros valores e objetivos na vida. No caso das empresas, esse exercício pode trazer informações preciosas sobre os fins e os meios em que a organização está investindo.
Construção é uma palavra feminina. Ao contrário do que muitos possam imaginar, ela não necessita apenas de ação e movimento, características normalmente associadas ao universo masculino, mas também de aceitação e paciência, presentes no mundo feminino. A construção, como todo ser humano, é tão melhor quanto mais equilibrados esses elementos se encontram. É daí que vem a sua força e capacidade de concretização.
A construção sempre começa por uma escolha. Tomamos a decisão de chegar num certo ponto, e então iniciamos a jornada. Aí começa o primeiro exercício de auto-observação: será que estamos fazendo a escolha certa? Em que baseamos nossas decisões? È certo que todos nós, seja na família, na vida social, ou na empresa, estamos buscando a felicidade. Mas, a depender de nossa história pessoal, dos valores de nossa cultura e de diversos outros fatores, podemos realizar essa busca de forma distorcida. Pode parecer estranho, e certamente de maneira distorcida, mas o chefe de uma quadrilha de assaltantes também está buscando a felicidade, à sua maneira.
Será, por exemplo, que nossas escolhas são baseadas no medo ou no amor? Afinal, podemos decidir construir um muro para nos defender, uma casa para receber os amigos, ou um templo para orarmos. Cada construção trará um resultado diferente. É como na agricultura. Essa é a hora em que decidimos se vamos plantar milho, arroz ou feijão. Certamente vamos colher o que plantamos. Em outras palavras, vamos receber amor, raiva, alegria ou tristeza, dependendo do que decidimos plantar. A diferença em relação ao agricultor é que nós, muitas vezes, estamos tão confusos, tão atolados no nosso dia-a-dia, que não prestamos atenção no que estamos plantando. Talvez porque não saibamos com clareza o que realmente queremos construir, e por quê.
Nas empresas isso fica muito claro. Muitos líderes e funcionários não sabem exatamente o que estão construindo: Resultados financeiros? Status? Auto-estima? Poder? Contribuição social? Um mundo melhor? Felicidade (individual e coletiva)? A decisão tem de ser clara para todos e compartilhada, para que todo o grupo possa caminhar alinhado para alcançar seu objetivo.
Quando sabemos, de verdade, o que queremos construir, inicia-se a fase do planejamento, em que avaliamos os recursos, o tempo de que dispomos e quais são as prioridades. Nesse momento, também, precisamos estar bem alertas. Um leve descuido faz com que planejemos construções megalomaníacas, fora da realidade, que seriam abortadas se analisássemos com cuidado nossa capacidade psicológica e material de realizá-las. É comum vermos construções inacabadas, paradas no meio, por falta de uma boa fase inicial, gerando um grande prejuízo a todos. O inverso também ocorre, com planejamentos aquém da oportunidade, normalmente por medo, por não se apostar em nossos sonhos (sem tirar os pés do chão) ou por subvalorizar o próprio potencial da construção.
Após o planejamento vem uma inevitável e nem sempre agradável etapa do processo: limpar e ajeitar o terreno. É muito raro começar uma construção num espaço que já esteja totalmente adequado para esse fim. Em geral, temos de separar lixo ou cortar a mata densa. E, saindo da metáfora, isso significa, por exemplo, olhar para bloqueios psicológicos e crenças que atrapalham que alcancemos nosso objetivo, ou trabalhar relacionamentos pessoais e profissionais complicados, ou a descrença e a crítica dos outros em relação ao nosso projeto.
Enfim, vem a execução em si. Montar alicerces, construir muros etc. E, ao contrário do que acontece nas obras reais, na construção da vida não podemos contratar pedreiros e peões de obra e ficar apenas no cargo de coordenação. De uma certa forma, exercemos todos os papéis, pensando e elaborando, mas também carregando peso e dando nosso suor. E isso é importante para nos lembrar que, nas construções coletivas, como as de uma empresa, todos os papéis são essenciais. Por mais ingênuo que pareça, ninguém é mais importante que ninguém. Cada um tem o seu papel e peso no resultado final, que definitivamente depende de todos.
Por fim, mensuramos resultados, e, durante todo o processo, acompanhamos e avaliamos nossa construção. Será que a direção que tomamos inicialmente continua correta? Ou precisamos de ajustes? Talvez possamos melhorar a execução, contando com colaboradores e materiais melhores, ou contendo gastos excessivos? É importante lembrar que é impossível se enganar numa construção: se ela é construída em bases falsas, ou com material de segunda, apenas para economizar, ela inevitavelmente cai. Não adianta, por exemplo, uma empresa fazer uma ação social, e divulgar isso aos quatro cantos, se os funcionários e clientes não são tratados com respeito.
Além de tudo que já foi dito, é importante reconhecermos que muitas vezes, por mais ilógico que possa aparentar, há uma parte nossa que não quer a construção, que age à nossa revelia, que põe tudo a perder. Se você já chegou a esse entendimento, ótimo. Afinal, só essa percepção o ajudará muito a ir além dela, a assumir plenamente a sua capacidade e responsabilidade na construção.
Aquele projeto que está esperando para ser aprovado, o novo produto, a meta de vendas, a equipe de atendimento, o novo escritório e tantas outras construções dependem de nós. E como já dissemos, a construção não tem fim. Cada construção que terminamos serve de base para fazermos uma nova construção. Uma usa o alicerce da outra. Por outro lado, não adianta nos desesperarmos para ver o resultado da nossa construção atual, como se ela fosse a única. Como ela é interminável, vale a pena percebermos que a beleza está no processo, na direção correta. Podemos dizer que a construção não é um lugar de chegada, mas um meio de transporte. E sigamos construindo, com qualidade.

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Eduardo Elias Farah é doutor em administração pela EAESP/FGV, palestrante e consultor especializado e sócio da Chama Azul Business Care (www.chamaazul.com.br).
E-mail: edu@chamaazul.com.br

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

∴Melindres∴

Gostaria de escrever hoje sobre situações que aconteceram (e acontecem) na minha vida profissional que julgo destrutivas para os relacionamentos profissionais: Os melindres!

Pessoas Melindradas são aquelas que se chocam facilmente. Tudo é uma agressão aos próprios princípios antes mesmo de se discutir sobre o assunto. São pessoas que não conseguem conversar no sentido de resolver os problemas mas assumem sim a atitude de não encarar os conflitos. Elas personificam os problemas ao invés de tratá-los como parte do processo de aprendizagem sistêmica. Não resolvem desconfortos e, pelo contrário, falam por trás das pessoas envolvidas, sem tentar resolver nada. Não tem iniciativa nenhuma para sentar e esclarecer os pontos obscuros e desatar os nós das dificuldades a fim de desenvolver a si mesmo e a equipe, pelo contrário, rejeitam tais iniciativas.

Vou contar-lhes uma história que pode (ou não) ser baseada em fatos reais. Mas talvez seja melhor que entendam apenas como um conto de ficção. Conto aqui uma história de mentira que representa muitas vezes grandes verdades empresariais.

Era uma vez uma empresa chamada Talmet Systems. Na Talmet trabalhavam pessoas que se diziam pragmáticas e realizadoras, mas esta não era toda a verdade. A empresa em muitas situações era desorganizada e não tinha visão estratégica de governança e gerenciamento de processos.

Trabalhava lá também um rapaz (chamado “Sobrinho”) que,  tendo entrado muito novo na empresa, não conhecia outras realidades empresariais. Para ele os seus diretores eram Ídolos e ele nunca (eu disse NUNCA) apresentava opiniões divergentes a eles.

O nosso amigo “Sobrinho” era uma pessoa com muito conhecimento técnico (pelo menos era o que todos pensavam, até porque em uma empresa na qual a média de conhecimento técnico era nota 4 - de zero a dez - ele era nota 5!!) e por isto foi transformado em Coordenador.

Ou seja, para aquela realidade ele era BOM, mas na verdade era MEDÍOCRE (no sentido de mediano, médio), já que não identificava sistemicamente as falhas nos processos e as causas mais profundas dos retrabalhos, falhas de desenvolvimento e parametrizações que, corrigindo-se para um cliente, afetava vários outros e também não tinha competências gerenciais para lidar com sua equipe.

Sua vida no suporte a clientes e na manutenção das soluções da empresa era correr, correr, correr…fazer, fazer, fazer…corrigir, corrigir, corrigir…eternamente…num ciclo repetitivo e sem fim os mesmos erros e problemas de sempre. Isso para os diretores e funcionários da Talmet era valorizado: estar sempre ocupado resolvendo um “pepino”.

Minha visão sobre o fato é um pouco diferente: se ainda fossem erros e problemas novos, poderíamos dizer que a empresa estivesse crescendo e aprendendo, mas não. Eram sempre os mesmos erros, sempre as mesmas falhas. Alterava-se, corrigia-se e enviava-se a versão do software sem necessários testes, inspeções e homologações dos recursos. A empresa não aprendia.

Estranho? Na verdade não! Não podemos esperar de uma pessoa que não apresenta suas idéias algo diferente. Talvez não seja responsabilidade dele, mas sim da empresa, dos seus superiores, já que estes nunca incentivaram a sua criatividade e senso de julgamento.

Ora, se os diretores não focavam os problemas prioritários e sistêmicos, por que ele (praticamente um moleque) haveria de focar? Porque logo ele haveria de enxergar que algo estava fora de ordem??

A verdade é que a empresa não era madura o suficiente para entender problemas como possibilidades de aprendizagem e melhorias. Eles entendiam os problemas como “coisas que eles deviam resolver imediatamente”, e por isto nunca tinham tempo de pensar sistemicamente no processo, mas simplesmente atuavam sobre os efeitos dos problemas por eles mesmo causados.

Qualquer crítica nesta empresa que fosse feita sobre um processo era entendida como uma ofença pessoal. As pessoas não entendiam que o problema era uma falha no gerenciamento ou definição da tarefa, entendiam como julgamento sobre a competência de alguém.

Inúmeras foram as vezes nas quais alguém com senso crítico comunicou as necessidades de aprimoramento e as pessoas na empresa entendiam como se eu estivesse falando mal de alguém.

-“Precisamos melhorar nosso processo de gerenciamento de projetos. Ele é amador e ineficiente” – dizia alguém preocupado.

- “Nossa!, você não pode falar que o gerente de projetos é amador e ineficiente!! Que grosseria!”

 

-“A função do nível dois no atendimento ao cliente não é esta que estão lhe impondo, estou precisando de auxílio e o atendente está ocupado realizando tarefas que deveriam ser do coordenador dele!!”.

- “Como você pode falar que o Atendente N2 não está fazendo o trabalho dele direito?!? Isso desmotiva a pessoa!!”

Melindre e a personificação dos problemas. É uma grande dificuldade que impede o crescimento do nível de aprendizado da empresa. Ela demonstra a falta de maturidade para encarar os problemas nos processos como parte do dia-a-dia e não como culpa de alguém.

Mesmo assim, o funcionário tem que conseguir identificar até que ponto ele está disposto a tentar mudar a realidade e os paradigmas da empresa onde trabalha e até que ponto valerá a pena. A reflexão sobre: será que vale a pena? Será que eu confio suficientemente nos líderes desta empresa para continuar a tentar transformá-la em um lugar melhor para se trabalhar? Será que não sou eu o “peixe fora d’agua”? Será que não é melhor eu sair ao ter que investir energia em uma missão impossível?

Até onde vai a hipocrisia ou a falta de visão das pessoas que trabalham lá e principalmente dos líderes que as orientam e até que ponto vai a sua própria falta de amor próprio e integridade? Falar sobre Integridade e julgar as pessoas é fácil. Difícil é admitir a própria miopia.

 

Moral da história: CADA UM TEM O QUE MERECE!

No caso da empresa Talmet, “Sobrinho” virou sócio é ainda é coordenador; e a pessoa preocupada em aprimorar os processos decidiu sair da empresa.

E o que eu tenho a ver com esta história? Nada!!!! (não quero causar mais melindres!!!)

∴O que você pretende ser quando você crescer?∴

E se tudo o que você tem feito até hoje tiver sido mero treinamento para a verdadeira carreira que ainda está por vir

Nestes últimos anos, ao trabalhar a questão da preparação para o futuro com executivos e jovens, tenho pensado muito sobre o conceito de 2a e 3a carreiras. Neste artigo, decidi oferecer ao leitor cinco histórias reais, algumas pessoais, outras ligadas ao trabalho que desenvolvemos na Amana-Key. O objetivo é estimulá-lo a refletir sobre suas próximas carreiras.

1 - Há dez anos, quando meus filhos tinham 14, 11 e 9 anos de idade, eu e minha esposa conversávamos ao jantar sobre o sistema educacional vigente. Nossa conclusão ao final da conversa foi óbvia e, ao mesmo tempo, assustadora: nossos filhos não estavam sendo preparados para o futuro. Ao contrário, pareciam estar sendo preparados para o... passado.

Outra constatação foi a de que eu poderia ajudar meus filhos - sou especialista em estratégia e trabalho com futuristas, preparando executivos para os desafios que estão por vir. Portanto eu poderia ajudá-los. Mas não estava fazendo isso.

Nessa mesma noite, telefonei para vários amigos com filhos na mesma faixa etária dos meus e convidei-os para o que chamamos de Projeto Jovens da Amana. O objetivo era simples: desenvolver nas crianças uma visão de mundo e competências que provavelmente não conseguiriam nas escolas por onde passariam mas que seriam fundamentais para o futuro.

Começamos com 25 crianças e adolescentes naquele sábado. E o projeto avançou nos anos seguintes, sempre com um número crescente de participantes. Criávamos a cada semana formas divertidas de atingir o objetivo proposto: jogos e simulações, bate-papos com músicos da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado, workshops com mímicos para sensibilizar os jovens quanto à importância da comunicação não-verbal, criação de situações propícias à prática de valores, jogos de imaginação sobre o futuro etc.

Hoje o Projeto Jovens trabalha com adolescentes pré-universitários (acima de 15 anos). O objetivo dos seminários também é simples. Na primeira parte, pensamos juntos sobre o futuro. A premissa é a de que, quando esses jovens chegarem ao mercado de trabalho (em dez anos), o mundo será muito diferente do atual. Daí a importância de se decidir imaginando esse "ponto futuro" - caso contrário, está se decidindo com base no passado. A segunda parte é sobre o processo decisório.

A esses seminários gratuitos, realizados em fins de semana, comparecem centenas de jovens do Brasil todo (de 200 a 300 por seminário). E também executivos e executivas, pais dos jovens, assistem ao evento.

Curiosamente o efeito nos pais é, em muitos casos, tão grande quanto o causado nos jovens... A reunião faz os pais pensarem. Eles estão na faixa dos 40 aos 50 anos. Pensam nos anos que faltam para a aposentadoria. E pensam na mesma sintonia dos jovens... O que farei quando "crescer", quando estiver mais maduro, mais sábio, mais sereno, mais experiente, mais competente... "formado" pela vida?

2 - Na sessão sobre estratégia, em nossos programas de gestão avançada especulamos sobre o futuro. Nos próximos dez anos teremos o equivalente a quantos anos de mudança para trás: 50, 60, 100 anos? (Cinqüenta anos é a projeção "conservadora" da maioria dos executivos.)

A reflexão seguinte é voltarmos 50 anos no passado. E zás! Estamos ainda na década de 40, no período pós-guerra. "Como grupo de pessoas de negócios, teríamos conseguido em 1949 imaginar o mundo de 1999?" O debate continua e a resposta unânime é: "Não". Não, como racionais executivos e executivas de empresas. Se fôssemos, digamos, escritores de ficção científica, talvez tivéssemos alguma chance...

No passo subseqüente voltamos à questão original e a conclusão é óbvia. Hoje, em 1999, teremos que ter a imaginação de um escritor de ficção para chegarmos a visualizar o mundo dez anos à frente.

Estamos nos preparando devidamente, em nossas empresas e no país, para esse futuro tão diferente que está emergindo? No aspecto pessoal, o exercício tem sempre um impacto diferente. E a reflexão é sobre expectativa de vida. As estatísticas já nos mostram dados marcantes. Há poucas gerações (a de nossos bisavós) era comum pessoas morrerem ainda muito jovens, antes dos 40 anos. Hoje o quadro é bem diferente. Mas e no futuro?

Se imaginarmos o progresso que todas as áreas de conhecimento vão experimentar nestes próximos dez anos - inclusive a medicina -, todos vamos nos beneficiar dessa significativa evolução (equivalente ao progresso dos últimos 50 anos). O que isso representa para a nossa expectativa de vida? E se pensarmos nos benefícios a auferir da evolução que ocorrerá nos dez anos seguintes (de 2009 a 2019) e assim por diante?

Para todos os que estão entre 40 e 50 anos hoje, a previsão pode ser uma expectativa de 100 a 120 anos. No mínimo. Mais ainda, provavelmente chegaremos física e mentalmente muito bem a essa idade. Extremamente ativos e bem-dispostos.

A questão-chave é: "O que faremos depois que nos aposentarmos, aos 55, 60 anos?" Na perspectiva de estarmos bem aos 120, o que faremos dos 60 até aquela idade?

"O que fazer quando crescer?" Qual será a minha 2a carreira? E a 3a? E a 4a? Daria tempo ainda para uma 5a?

3 - Um dos diretores da Amana, Eduardo Borba, hoje na faixa dos 40 anos, fez engenharia de produção na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Quando ainda estudante, Borba, que chegou a participar de concursos de MPB compondo e cantando, encantou-se com uma trupe de artistas que viajava pelo mundo promovendo solidariedade entre os povos por meio da música. Ele trancou a matrícula na Poli, juntou-se ao grupo e ficou alguns anos viajando. Mais tarde voltou, terminou o curso, fez mestrado em administração na França e depois doutoramento na Fundação Getúlio Vargas. E tornou-se especialista em gestão - ele está na Amana há quase dez anos.

Há dois anos, inauguramos em nossa empresa uma prática de reflexão coletiva. No início de cada mês define-se um tema (começamos com "simplicidade") divulgado numa grande placa de cortiça colocada no principal corredor de nossas instalações. Durante o mês, todos os funcionários contribuem com suas idéias, como charges, recortes, artigos etc. sobre o assunto. No fim do mês, o tema é fechado com um workshop organizado pelos próprios colaboradores e com a participação de todos os diretores.

Para um desses workshops, Borba foi desafiado a criar uma canção sobre o tema usando a contribuição de todos no quadro.

Saiu-se tão bem que a música foi apresentada por ele mais tarde num dos cursos para nossos clientes. Repetiu-se o sucesso. Daí para o desafio de fazer um CD foi um passo rápido. Com o apoio dos melhores profissionais do ramo, contratados pela Amana, o CD foi gravado e está pronto para reprodução e distribuição - como presente - para os mais de 10 000 participantes de nossos cursos.

O esforço feito por Borba nesse processo trouxe à tona o seu talento musical - adormecido há muito tempo. No próprio trabalho que desenvolve hoje, ele está evoluindo em duas direções. No campo da gestão, como educador. E no campo da música, como compositor, violonista e cantor. Em que direção evoluirá sua 2a carreira? Talvez nem mesmo Borba saiba. Mas o que nos faz pensar é que ele está se desenvolvendo já hoje em várias direções. Suas opções serão mais amplas quando estiver pronto para escolher...

4 Há poucos dias, realizamos uma entrevista em vídeo com Michael Hawley, professor de tecnologia de mídia no Media Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT), para trabalharmos em nosso curso de gestão. Hawley - ou Mike, como prefere ser chamado - é o pesquisador principal do projeto Coisas que Pensam, um programa de pesquisa que explora as formas pelas quais a mídia digital irá se incorporar a objetos do dia-a-dia, como uma pia de cozinha ou uma balança de banheiro. Ele também dirige um consórcio de pesquisa intitulado Brinquedos de Amanhã, recém-criado pelas principais empresas de brinquedos do mundo para desenvolver novos tipos de brinquedos. Em maio de 1998, ele liderou uma equipe que escalou o Monte Everest carregando equipamentos que, na visão de Mike, serão parte diária do cuidado com a saúde no futuro - uma espécie de "caixa-preta" individual que irá permitir decisões médicas mais precisas e eficazes.

Esses são alguns dos projetos no mínimo inusitados com os quais Mike tem se envolvido nos últimos anos. Mas o que mais nos surpreendeu foi saber que Mike se formou na faculdade de... música! Após graduar-se em piano pela Universidade Yale, Mike foi trabalhar com o compositor e musicólogo francês Pierre Boulez, em Paris, em seu instituto de música eletrônica. Recebeu, então, um convite para trabalhar nos estúdios de George Lucas, em projetos de cinema digital. Mike decidiu posteriormente aprofundar seu conhecimento em tecnologia fazendo doutorado no MIT sob orientação de Marvin Minsky, um dos pais da inteligência artificial. Ele também trabalhou com Steve Jobs, tornando-se o principal engenheiro da NeXT, empresa fundada por Jobs após sua saída da Apple. Para a NeXT, Mike desenvolveu a primeira biblioteca digital do mundo, incluindo edições de Shakespeare e o dicionário Merriam-Webster's. Ele é membro do conselho de administração do Instituto de Jazz Rutgers, campeão de ioiô e membro da Federação Americana de Bobsled (aqueles trenós do filme Jamaica Abaixo de Zero)!

Em sua entrevista, Mike contou que algumas semanas antes de sua vinda ao Brasil havia participado da primeira edição da Competição Internacional de Piano para Amadores de Alto Nível, feita pela Fundação Van Cliburn, que realiza um dos mais concorridos concursos internacionais para pianistas profissionais. A versão da competição para amadores é aberta para músicos com mais de 30 anos de idade que não ensinam nem tocam profissionalmente. O grupo de competidores incluía, além de vários professores universitários (entre eles Mike), médicos e advogados, um dono de restaurante, um meteorologista, um piloto de aviões, uma comissária de bordo, um repórter, um diretor de cassino, um âncora de TV, um crítico de artes do New York Times e o embaixador do Brasil em Miami (Luiz Benedini, um dos finalistas). O vencedor foi Joel Holoubek, um francês numismata e corretor de moedas antigas.

Parece que o conceito de 2a, 3a carreira para Mike Hawley não é algo linear e claro. Mas definitivamente ele está navegando o tempo todo na direção de carreiras inéditas. E fazendo acontecer. E continuará assim por muito tempo. Nos próximos 60 a 100 anos, talvez...?

5 Quando meus filhos eram pequenos e dormiam todos num só quarto, eu contava histórias para eles todas as noites. Sentava na beira da cama e começava: "Era uma vez..." Ao começar com esta frase, não tinha a menor idéia sobre a história daquela noite. Mas ela fluía naturalmente, ia brotando como se viesse de uma fonte inesgotável de enredos que a frase mágica repentinamente acessava. E o processo era tão ativo que, às vezes, a história vinha em dois capítulos. O segundo, para ser concluído na manhã seguinte, no carro, a caminho da escola.

Já não conto histórias para meus filhos há anos. São todos adultos agora. Mas continuo a contar histórias, agora reais, para ilustrar conceitos que trabalho nos cursos para executivos ou durante os seminários para jovens. Ao pensar sobre minha carreira seguinte muitos anos atrás, a idéia veio muito clara: escritor de livros infantis.

Essa será minha 3a carreira (a primeira, antes da Amana, foi num banco). E estou me preparando aos poucos. Ao viajar, visito livrarias e folheio e compro livros infantis. Encontrei até um em que escritores do gênero contam como trabalham e criam seus livros. Consigo me ver 10, 20 anos à frente criando histórias para crianças. Livros. Mas também usando a mídia que for inventada mais adiante. Estarei aberto.

Todas essas perspectivas me ajudam já hoje. Sinto serenidade em relação ao futuro. Sei qual será meu próximo passo. E quanto ao passo subseqüente? Ainda não sei qual será minha 4a carreira... Mas sei que outras janelas se abrirão. Estarei atento.

Sinto porém que, mais do que em carreiras, estou navegando em outras águas já há algum tempo.

A questão-chave já não está no trabalho. Está na expressão do melhor de mim em tudo que faço. Em tudo que faço para as pessoas ao meu redor e para a sociedade. E aqui a seara não é mais da realização profissional. É a realização como ser humano. É a realização do espírito.

Como já disse Albert Einstein: "O ser humano somente pode encontrar significado na vida, curta e perigosa como é, por seu devotamento à sociedade". Nesse sentido vejo carreiras como meios. Mas um meio para quê, afinal? Essa é a verdadeira questão. Uma questão que fica cada vez mais clara na medida em que evoluímos e transcendemos a mera busca de poder, status e riqueza material. Descobrimos que se trata de um meio para sermos cada vez mais úteis aos nossos semelhantes. Talvez isso seja o que de melhor possamos fazer por nossas carreiras. E por nossas vidas.

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Oscar Motomura é diretor-geral da Amana-Key. Se quiser compartilhar com ele suas idéias sobre este assunto, envie-as ao e-mail: proxima.carreira@amana-key.com.br

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

∴PROSPERIDADE∴

Não existe uma pessoa, comunidade ou empreendimento que não queira ter prosperidade. Todos dizemos que sim, que queremos ser prósperos, mas o real significado deste fenômeno acaba sendo muito mal compreendido.

Na verdade todos nós, ao declararmos nosso desejo de prosperidade, queremos satisfazer o desejo de ter dinheiro, de ter saúde, de ter alegria, de ter as coisas boas da vida. Não há nada de errado com estas coisas, o erro fundamental é o apego ao desejo de conquistá-las, como se as mesmas pudessem ser obtidas de alguma maneira, como se existisse uma receita mágica ou algum supermercado com estes itens disponíveis na prateleira. Infelizmente (ou, felizmente) não é assim que funciona.
Outro pressuposto não compreendido é o ponto de partida que leva ao “desejo de prosperidade”. A maioria das pessoas, negócios e empresas, infelizmente, parte do pressuposto de que “algo está faltando”, da necessidade de conquistar algo que não possuem, ou daquilo que possuem ser insuficiente, numa batalha pela sobrevivência em um ambiente hostil. Esta crença gera um círculo vicioso e egoísta de desejo (pois acreditamos que não temos, ou que é insuficiente), ansiedade (achando que devemos obter tudo urgentemente), esforço (movido por tanta ansiedade), medo da falta (que alimenta mais ainda o desejo), frustração (com tanto esforço e tão poucos resultados), que origina mais desejo e esforço, perseguindo um objetivo que parece externo e distante, consumindo grande energia. Em realidade estamos impedindo que a vida siga seu fluxo natural, que é muito mais fácil, automático e justo. Isto, mais uma vez, não tem nada a ver com Prosperidade.
Se pesquisarmos mais a fundo os aspectos de nossa vida que não fluem de maneira livre e desimpedida, seja o dinheiro que recebemos, seja nossa saúde, seja a harmonia nos relacionamentos ou mesmo nossa falta de satisfação e alegria, vamos descobrir uma raiz fundamental que permeia tudo aquilo que não evolui e não floresce para nós. Esta raiz é o medo. Este se apresenta com diversas roupagens e em várias circunstâncias, roubando sempre nossa tranqüilidade, minando nossa confiança, alimentando o egoísmo e impedindo que a Vida aconteça. Assim, pesquisando com verdade nossos sintomas, podemos descobrir que o “medo da falta” impede a prosperidade financeira, o “medo da morte” prejudica nossa saúde, o “medo da rejeição”ou o “medo da intimidade” impedem os bons relacionamentos e o próprio “medo da Vida” é o que impede a felicidade de acontecer. O medo, que também pode ser chamado de falta de confiança, é o pai do egoísmo e o grande inimigo da Prosperidade. Temos medo porque nos sentimos ameaçados, quando sentimos isto pensamos em nos defender, pensamos em resolver nosso “problema”, pensamos em como nos proteger, acabamos pensamos o tempo todo em nós mesmos. O ato de pensar em si mesmo o tempo todo também é conhecido como egoísmo. Quando agimos assim, o mundo fica muito pequeno.

Imagine, o mundo inteiro à sua volta, cheio de oportunidades, e você o tempo todo olhando para o próprio umbigo, com medo, defendendo-se e atacando de maneira egoísta. Na verdade não é sequer uma atitude inteligente, pois assim as oportunidades de expansão e sucesso se limitam a seu próprio tamanho, que é muito pequeno diante da imensidão da Vida. O medo gera egoísmo, e o egoísmo fecha as portas do mundo.
Poderíamos também resumir nossas dificuldades em prosperar afirmando que existe algum medo instalado nas áreas de nossa vida que não vão bem. Este medo gera uma sensação de falta, de que aquilo que existe vai acabar, ou que não é bom suficiente, ou que a vida dos outros é melhor. Da crença nesta ilusão surgem todos os sentimentos egoístas e todos os desejos, na tentativa de compensar, de remendar ou consertar desesperadamente nossa vida. Porém, enquanto o medo não for identificado, não adianta querer tanto, nem fazer tanto esforço, pois a real Prosperidade ainda não pode acontecer. Assim, nem o tão desejado dinheiro, nem a Saúde, nem o Amor podem se aproximar, porque estamos muito ocupados, fazendo um tremendo esforço para nos proteger e perseguir desejos de maneira egoísta. Se nosso pensamento e nossa visão de mundo estão influenciados por qualquer aspecto do medo, podemos ficar “desejando” ser prósperos a vida inteira, fazendo muita força, porém acabar apenas colecionando frustrações, sem nenhum sucesso.
É importante que possamos “assumir” nossos medos. Na verdade, assumir o medo é uma atitude de coragem, e é o primeiro passo em direção à Prosperidade. Basta assumi-lo, sem julgamentos ou condenações. Não vale a pena lutar contra seu medo, nem tentar negá-lo ou disfarçá-lo, isto não funciona. Assumir é uma atitude que se encerra nela mesma. Se você fala a verdade para você mesmo, este simples fato já liberta grande parte daquilo que está aprisionado. Assuma seu medo, se quiser dê nome a ele, escreva, faça um desenho, conheça o inimigo que existe em você mesmo. Este é o primeiro passo, sem o qual não podemos nem falar em Prosperidade. Se você acha que não tem medo de nada, faça um teste simples: como vai a Prosperidade em todos os aspectos de sua vida? Se tudo está realmente fluindo em harmonia, se você está satisfeito com 100% da sua vida, então realmente não há medo. Se, porém, existe qualquer dificuldade, esta é a pista. Localize o medo que se esconde sob esta situação e o assuma para poder caminhar.
Assumir o medo é realmente libertador e é o primeiro passo para a liberdade. Daí em diante, existem outras chaves simples, que podem ser acessadas a qualquer momento, que não exigem nenhum esforço e que tem o poder de sintonizar nossos pensamentos e sentimentos com o ritmo natural da Vida, estabelecendo um ambiente propício ao florescer da abundância, da paz e da alegria.
A primeira destas chaves é a Aceitação. A Aceitação na verdade é muito fácil. Você não precisa “fazer” nada, não precisa “mudar” nada, não precisa criar nenhuma condição especial. Você pode começar a aceitar exatamente agora. Aceitação significa simplesmente não lutar contra o que está acontecendo neste exato momento. A Vida é como ela é, e não vai se transformar em outra coisa só porque não concordamos com aquilo que é. Na verdade não adianta criar oposição, não adianta “ser contra”, porque neste momento tudo continuará sendo o que é mesmo que lutemos, façamos muita força, mesmo com todo nosso sofrimento e frustração. Quando aceitamos verdadeiramente nossa situação, paramos de brigar e estamos assumindo a responsabilidade sobre nossas vidas. Aceitar significa assumir tudo o que você é e tudo o que sua Vida é, neste exato instante. Não se assuste. Não há problema algum em você e sua vida serem como são, com todos os seus problemas, com suas coisas boas, com defeitos, com beleza, dificuldades, talentos, ódio, inveja, amor, medo, inteligência, desejo e coragem. É assim que somos, assim é, esta percepção é algo maravilhoso.
Quando aceitamos, paramos de lutar. A perseguição desenfreada dos desejos se acalma e então a Vida começa a se abrir. Neste momento, alguns progressos começam a se fazer sentir e uma grande carga abandona nossos ombros. Normalmente, quem entra em acordo com a Aceitação pára de reclamar daquilo que é, pára de se comparar e desejar aquilo que é do outro, deixa finalmente a vida dos outros em paz e presta atenção à sua, conquistando uma visão madura daquilo que é real. Isto independe de quanto dinheiro você tem, ou de quanto Amor recebe. Você não precisa ganhar um centavo a mais para aceitar. Pelo contrário, se você aceita quem é e onde está, as portas da real Prosperidade, inclusive a financeira, começam a se abrir.
Isto vale para todos os aspectos de nossa vida. Se pararmos de lutar por um instante, se desistirmos de achar que sabemos o que é certo, se abrirmos mão de nos sentir injustiçados e defender tanto nossos pontos de vista, se pararmos de querer tantas coisas sempre tão desesperadamente, estaremos começando a aceitar o que é verdadeiro, aquilo que somos e temos realmente. Aceitando o que existe neste exato momento, começa a Prosperidade. Normalmente esta Aceitação começa por tudo aquilo que achamos que “está errado”, “não funciona” ou “não deveria ser assim”. Achamos que não devia ser assim, porém é assim. Isto é verdade e é inevitável. Tem sido difícil para nós entrar em acordo com esta realidade porque ainda queremos ter razão, queremos estar certos e ter nossos pontos de vista reconhecidos e vencedores. Podemos experimentar abrir mão disto. Experimente relaxar, mesmo que você não concorde. Aceite que você está lendo este texto, que está onde está, que sua vida é como é, porque não há outra coisa a fazer. Então um fenômeno começa a acontecer. Quando aceitamos e paramos de lutar contra, começamos a perceber tudo que temos e que estamos recebendo neste exato momento. Aceitando, sua percepção se abre para a riqueza da Vida.
Você já parou para perceber, por exemplo, que todos os dias apertamos um interruptor em nossas casas e a luz se acende? Que abrimos uma torneira da qual sai água? Não é simplesmente fantástico ter luz, energia e água ao toque dos dedos? Você pode contra-argumentar que paga por estes serviços, mas mesmo assim, não consegue sentir como é maravilhoso ter, por exemplo, meios de locomoção para chegar onde precisa? Que tal, por exemplo, poder utilizar um telefone para falar com quem está longe? Se você ainda não quer aceitar como é bom poder usufruir de produtos e serviços, então vamos ser mais simples. Você já percebeu que todos os dias recebe a luz do Sol? Percebeu que na presença deste Sol as árvores estão fabricando o ar que você respira, durante toda a vida, inteiramente grátis? E a água que você bebe? Você já parou para perceber o sabor de uma laranja? Já prestou atenção nas flores, que florescem e perfumam a sua vida sem pedir nada em troca? E a música, os perfumes, o som de uma risada, a praia, as montanhas e as ondas do Mar?
Tudo isto é seu, neste exato instante, independente do juízo que você faz da sua própria prosperidade. Tudo isto e muito mais é sempre seu, o tempo todo, toda a sua vida. Nem começamos a falar do seu corpo, essa máquina maravilhosa que lhe permite perceber a luz, as cores, os sons, toda a beleza, que leva você onde quer ir, que permite que você experimente os sabores, os perfumes, os prazeres do toque, as sensações, seu corpo que é tão durável e eficiente e que é seu companheiro por toda uma vida. Você já parou para realmente perceber quanto está recebendo exatamente agora? Vamos além do próprio corpo, você já prestou realmente atenção em qualquer ser humano que aparece em sua Vida? Já viu em cada um, independente de seu julgamento, a oportunidade de aprender a amar mais e melhor? Já percebeu que todos que encontramos, familiares, amigos, desconhecidos, amigos ou inimigos, são cada um uma oportunidade que temos de aprender o Amor?
Se você aceitar, por um segundo, a sua Vida, se parar de achar que não está bom e parar de brigar para alcançar algum objetivo que sua mente inventou, todo o universo se abre para você. Esta é a chave da Aceitação. Quando ela acontece, você começa a perceber que, mesmo contendo algumas coisas que lhe incomodam, sua vida também está repleta de presentes, belezas, prêmios e maravilhas, independente de quem você é ou de onde você está.
A partir da Aceitação percebemos a riqueza de nossas vidas. Quando sentimos como a Vida é gigante, como é vasta, quando sabemos realmente quanto já estamos recebendo, floresce espontaneamente outra chave, que é a Gratidão. Reconhecendo tudo o que você já tem e o quanto está recebendo exatamente agora, é impossível não sentir seu coração repleto de gratidão, pois este é um sentimento espontâneo. A Gratidão na verdade é um reconhecimento da abundância da Vida. Ela ocorre quando paramos de querer tanto, quando saímos do papel de credores da vida ou de alguém, quando se encerra o jogo doente da insatisfação e do desejo egoísta.
A Gratidão abre nosso coração, e quando somos agradecidos ele começa a transbordar. Exercitar a gratidão é delicioso. Além de agradecer a natureza e tudo que ela nos traz, podemos agradecer a nossos pais, que nos deram a Vida, a todos os nossos mestres (e aos pais novamente) por tudo que aprendemos e somos, podemos agradecer às situações de nossas vidas, às boas e às más, por todas as lições e a evolução que elas propiciam, agradecer mais uma vez a todas as pessoas que encontramos, aos nossos afetos e desafetos, porque todos nos ensinam a tolerância e a compaixão. Aproveite também e seja corajoso, agradeça todos os seus problemas e dificuldades, agradeça toda a luta que você enfrentou bravamente até agora. Agradeça porque você é valoroso e porque todos os seus problemas são o palco exato, impecável e perfeito para você aprender a amar. Vá além de toda dúvida e agradeça sua Vida exatamente como é, um presente perfeito de Deus.
A Gratidão gera uma sensação de transbordamento. Quando nossa taça transborda, queremos oferecer para a Vida a mesma abundância que estamos recebendo. Neste momento acessamos outra chave, que é a Doação. Se você aceita, você se torna agradecido. Sendo agradecido, seu coração tem muito para oferecer. Nesta Doação você se realiza. Isto é Prosperidade. Aceitando e sentindo Gratidão, você descobre as belezas, os talentos e a ajuda que pode oferecer, exatamente agora, independente de qualquer que seja a sua situação.
Quando despertamos para a verdadeira Doação, estamos deixando para trás as prisões do medo e do egoísmo, pois só pode ser egoísta aquele que tem medo. Quem consegue aceitar e agradecer a Vida que acontece a cada instante tem o infinito para oferecer. Esta Doação é nela mesma o maior dos prêmios, é o preenchimento de todas as expectativas, é o Amor vivo que dá Luz ao mundo. Permita que sua Doação surja da Gratidão. Encontre a Gratidão na Aceitação da vida. Comece aceitando sua vida como é, assumindo todos os seus medos se for necessário.
Assim é a Prosperidade. É uma função direta do melhor que podemos oferecer, não do que julgamos que devemos receber. Quando aceitamos, agradecemos e abandonamos os medos, conseguimos nos conectar com a verdadeira Doação, que satisfaz o próprio doador, então a vida flui e todos os problemas desaparecem. Assim construímos um caminho para receber eternamente toda a riqueza, a saúde, a felicidade e o Amor de que necessitamos.
Este, como sempre, é um convite. Se seu coração quiser aceitá-lo, assuma seus medos. Aceite sua Vida e quem você é. Comece a agradecer tudo que você tem. Perceba o que pode ser oferecido e esqueça o que pode ser desejado. Realize o Amor em sua Doação, abandone tanto sofrimento, abra as comportas da bem-aventurança e abundância infinitas. Receba todo o dinheiro, toda a saúde, toda a realização, toda a alegria, a criatividade e o Amor que a Vida tem para você. Dê, finalmente, boas-vindas à Prosperidade!

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

.::Sobre a Crise::.

Meus amigos:

Esta hora é mesmo muito importante.  Muito já foi dito sobre esta crise, sobre suas origens e desdobramentos e sobre possíveis impactos com os quais teremos que lidar nos próximos tempos.

A verdade é que nesse momento onde tudo parece se desmanchar, as referências desaparecem e nos sentimos muito ameaçados pela onda da mudança.  É verdade também que ninguém sabe muito bem o que fazer, então a tendência natural é acabar fazendo “mais do mesmo”, tentando aplicar princípios do velho paradigma na esperança arrogante de controlar aquilo que não dominamos.  O grande problema é que o jeito velho de se defender das tão temidas “ameaças” é justamente aquilo acaba causando a pior parte da crise.  Aquilo que já sabemos e fizemos até hoje é oficialmente a antítese da solução; se insistirmos no mesmo método acabaremos apenas agravando a situação.

Então nosso convite é que você pare um segundo, interrompa esse “pesadelo mental” com o qual tem se ocupado tanto e exercite a possibilidade de uma nova Visão.  Já que ninguém sabe nada mesmo, e você não é uma exceção (e isso está cada vez mais óbvio), relaxe um pouco, respire fundo umas três vezes e vamos conversar.

Primeiro de tudo, antes de cortar, cancelar, reduzir, demitir, fechar, blindar, se preparar para “o pior”, desistir, apertar ou descontinuar, achando que esta é uma atitude “inteligente, madura e responsável” perceba se não é apenas mais uma decisão baseada no medo ou simplesmente na inércia, já que todo mundo “também está fazendo”.  Lembre-se que a crise verdadeira pode ser muito mais uma conseqüência desse tipo de comportamento do que dos erros que a originaram.  E o pior é, se todos nós sentirmos o mesmo medo e fugirmos para o mesmo lugar, em breve teremos realmente uma grande crise e confirmaremos as previsões mais pessimistas, num círculo vicioso e ignorante.

Nós, da Chama Azul, não pensamos assim, e gostaríamos de dividir com você alguns sentimentos e impressões acerca desta configuração que denominamos “crise”.  Nossa missão é agregar valor às organizações aumentando sua consciência.  Acreditamos que este evento, embora represente de fato um grande desafio, traz também importantes ensinamentos e um irrecusável convite à mudança, então decidimos falar um pouco sobre isto.

Economia: confiança na “inexistência”

Quanto ao dinheiro e ao sistema financeiro, grande parte das conseqüências desagradáveis que estamos vivendo tem sua origem num problema de crescimento acelerado a partir de uma base que, na verdade, sequer existe.  Desde que os bancos foram liberados da regra de manter lastro em ouro correspondente aos títulos e créditos negociados (década de 70) passamos oficialmente a “vender e negociar aquilo que não temos”.  Posteriormente esta mesma operação de “vender o que eu não tenho” ou “vender aquilo que ainda não existe” ficou mais sofisticada e virtual com a criação dos derivativos e a securitização de recebíveis das operações financeiras, muitas vezes lastreados em títulos que também representavam alguma “promessa de ganho futuro”.  Como praticamente nada disso tem base concreta na realidade, a única maneira de manter essa mecânica funcionando foi a CONFIANÇA no recebimento futuro.  Se todos confiam e continuam abastecendo esse sistema, todos recebem um dia aquilo que compraram, e o sistema se perpetua.  Confiamos na verdade em algo que não existe, mas como os outros confiaram também, mantivemos o mecanismo funcionando (e multiplicando seus efeitos).

A evolução do problema foi bastante simples:  se eu vendo o que não tenho ou ainda o que não existe e todos confiam nisso,  eu recebo o valor daquilo que vendi, e tenho mais dinheiro para emprestar, financiar ou revender.  Sendo assim, vendo um pouco mais (afinal, é um bom negócio), ou vendo novamente aquilo que já foi vendido, e assim por diante.  Se pensarmos em ACELERAÇÃO, é um jeito bem rápido de fabricar muito dinheiro, mesmo sem “entregar” exatamente aquilo que o dinheiro comprou, afinal todos estão ganhando com a expectativa de crescimento futuro e, como todos confiam, ninguém está realmente se importando se existe lastro ou não naquela operação.  O fato é que, nos últimos 40 anos, vivemos a evolução e os desdobramentos deste raciocínio, pelo menos enquanto a “cadeia de confiança” foi mantida.

A Vida: Aceleração e desequilíbrio

Se olharmos para o mundo e as relações humanas neste mesmo período (últimos 40 anos) vamos notar uma correspondência quase direta do fenômeno da mesma ACELERAÇÃO em várias áreas da vida, com conseqüências variadas em todos os campos.  Tivemos realmente melhoras tecnológicas, progresso científico, melhora sensível das comunicações, crescimento da economia mundial e aumento da riqueza global, porém muitas vezes a taxas mais altas e rápidas do que o equilíbrio natural suportaria (como a aceleração econômica foi artificial - sem correspondência na realidade concreta - sua única conseqüência possível foi o próprio desequilíbrio).

Esta aceleração artificial rompeu o ritmo natural e gerou grandes problemas, como o aumento da poluição, a geração descontrolada de lixo, aumento da desigualdade social, o aquecimento global, explosão populacional, aumento da violência urbana e internacional, a crise energética, a “virtualização” do contato humano e o agravamento de inúmeros sintomas psicológicos e comportamentais com os quais temos que conviver diariamente:  ansiedade, insegurança, síndromes variadas, solidão, aumento da competitividade, “relativização” da ética, individualismo, aumento exponencial de venda de drogas, inclusive as “legais” (calmantes, relaxantes, estimulantes, ansiolíticos, anti-depressivos e afins).  Talvez você mesmo faça uso de algum desses “amortecedores”, ou álcool, ou alimentação indevida, na tentativa de suavizar os sintomas dessa duríssima vida que nós mesmos criamos ao alimentar esse paradigma artificial.  A perspectiva global para as próximas décadas não é animadora:  todos esses “sintomas” tendem infelizmente ao agravamento.

Para resumir todo esse processo civilizatório em uma frase, com as palavras de nossas mães (ou avós):  Mentir traz problemas.   Um modo de vida que não tem base na realidade (mentira) gera inevitavelmente resultados destrutivos (problemas).  Sejam estes de ordem ecológica, econômica, comportamental ou psicológica, o fato é que tudo que “dá errado” está indicando, insistentemente, que o caminho escolhido não pode ser o correto, caso contrário seu resultado seria harmônico.  Como mentimos há muito tempo (e aumentamos bastante o grau de “mentira” nos últimos 40 anos) tudo que foi gerado acaba, cedo ou tarde, sendo “checado” para confirmar se tem ou não lastro na realidade.  Tudo isto que chamamos de “crise” nada mais é que uma checagem, um exame natural para confirmar aquilo que tem base real (e deve portanto crescer e prosperar) e aquilo que tem origem ilusória (e deve ser corrigido ou desaparecer).  A crise, na verdade, é um processo “ecológico” de busca de equilíbrio: o próprio sistema falso cria seu antídoto, sofre o ajuste necessário e se reestabelece num novo patamar, mais próximo da realidade.

Isto é “a crise”, algo que, a nosso ver, não é apenas necessário, mas na verdade é muito bem-vindo.  Esse ajuste precisa acontecer, nossa saúde individual, nacional e global precisa voltar a encontrar o equilíbrio, que se manifesta na utilização respeitosa dos recursos naturais, no uso adequado do tempo, no consumo consciente e num sistema econômico baseado na verdade e na geração real de valor.   O problema é que vivemos muito tempo sob o paradigma ilusório da realidade, e, no momento da mudança, a tendência imediata é reagir sob a ótica antiga, tentando defender essa “fantasia” à qual nos tornamos tão apegados.  Todas as reações de “fechamento” (cortes, reduções, apertos, paralisações, adiamentos, cancelamentos, etc) são apenas paliativos, cujo único poder é retardar, com grande sofrimento e nenhuma criatividade, a percepção óbvia daquilo que deve mudar.

O convite para todas as áreas da vida, inclusive na economia, na política e nos negócios, é procurar e se estabelecer sobre algo que tenha, de fato, base na realidade.  Comentando sobre nossa área direta de atuação (as empresas, seus colaboradores, suas marcas e sua comunicação), o convite é procurar alinhar discurso e prática, redescobrir os valores genuínos e cultivá-los nas relações empresariais, entregar sempre o prometido e gerar uma proposta diferenciada de valor com base em algo que efetivamente existe (e que não seja meramente “conceitual”).

A “crise” traz o final dos tempos para a “maquiagem” das marcas, para os conceitos publicitários apartados da realidade das empresas, para as promessas de consumo que não se cumprem e, principalmente, o fim para as empresas que vendem uma “experiência” de produtos ou serviços que seus próprios colaboradores são incapazes de compartilhar ou experimentar.   O único antídoto para esta crise é a integridade.  Não é reagindo com muito medo que vamos atravessar, mas sim falando e oferecendo a verdade.  Se esta verdade parece muito longe de você, de seu trabalho ou do discurso e prática de sua empresa, a urgência é ainda maior, não há mais tempo.

Porém, nossa intenção com estes pensamentos não é apenas descrever com outras palavras a mesma crise.  Queremos ajudar e propor um caminho.  Em nossa visão a integridade é encontrada no propósito.  O propósito é a razão de ser de seu negócio ou sua empresa, aquilo que você pode oferecer que é realmente bom, bonito, útil e interessante para quem experimenta seus produtos ou serviços.  Isto tem valor real e firme, independente de qualquer crise ou evento externo, e deve ser incentivado com todo o empenho. Todos que trabalham com você para o mesmo propósito devem focar suas habilidades em cultivar e desenvolver valores e atitudes reais que contribuam de alguma maneira para melhorar a vida das pessoas, e não estamos falando de valores “publicitários”, meramente conceituais.

Nossa aposta é na integridade, não no medo.  Para sermos íntegros muitas vezes precisaremos mudar, abrir mão do que é inconsistente, incoerente, falso ou irrelevante.  Damos boas vindas aos fortes ventos da crise, estávamos mesmo precisando desse convite.  Não nos excluímos desta necessidade, temos nossa “faxina” também para ser feita, com coragem e humildade para aprender essa nova lição.

Preparamos algumas ferramentas para auxiliar a lidar melhor com todas essas novidades, focando sempre em trazer resultados práticos nas áreas-chave para a resolução verdadeira (e não paliativa) do problema.  Por favor, não entenda que nossa intenção com esta carta é vender mais projetos ou convencer alguém do que quer que seja.  Informamos abaixo algumas idéias, pois prestamos serviços e queremos deixar claro que também temos soluções a propor e estamos preparados para ajudar quem precisa nesta hora desafiadora.  Porém, fique muito à vontade para não levá-las em consideração, caso prefira.

Para as marcas e uma relação mais íntegra e próxima com os consumidores, desenvolvemos o Branding e Comunicação baseados em Valores, um jeito mais honesto, simples e barato (com o mesmo retorno) de deixar o mercado conhecer sobre todo o valor que seu produto, serviço ou equipe agregam a seus clientes e consumidores.  Para as equipes e colaboradores das empresas desenvolvemos o Workshop Anti-Crise, uma revolução na maneira de pensar, avaliar e responder aos eventos externos, um antídoto criativo e produtivo à “síndrome do medo global”.

É assim que podemos ajudar, acreditamos nisso.  Mesmo que você ou sua empresa estejam ainda com bastante medo e “fechando portas”, não se preocupe.  Nosso juramento é não recusar ajuda, independente da dificuldade.  Estamos aqui, conte conosco, se existir alguma ajuda possível você não vai deixar de recebê-la.

Boa Sorte a todos, com braço firme e coração aberto.

Equipe Chama Azul

http://chamaazul.wordpress.com/

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Manifesto a preservação da vida na [ECO92]

terça-feira, 30 de junho de 2009

.:: A História das coisas::.

A gestão sustentável das nossas empresas é só uma parte da questão, só um elo na corrente… mas é um elo que pode ser mudado se repensarmos nossas prioridades, assim como nossa própria escolha pelo CONSUMO.

De que lado você está? Do lado que está construindo ou do lado que não quer nem saber?

“Para que o mal prevaleça basta que os bons não façam nada.” (Edmund Burke)

Depois de assistir pense no que pode ser mudado! e assista o vídeo do post anterior!!!

 

Kleiton Kühn

kleitonkuhn@hotmail.com

Site.: http://kleitonkuhn.blogspot.com/


Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade e compromisso com o meio ambiente.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

.::Nós somos o que fazemos!! Dicas de crianças para a Sustentabilidade::.

Não sabe por onde começar? Algumas crianças sabem! Veja o vídeo (muito interessante e inspirador!!!)

Kleiton Kühn

kleitonkuhn@hotmail.com

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terça-feira, 9 de junho de 2009

.::Conceito e Bibliografia sobre MetaGerenciamento::.

 

Em resposta a alguns contatos recebidos questionando as origens do Metagerenciamento, escrevo esta pequena explicação.

COMO obter melhores RESULTADOS com equipes COMPROMETIDAS e clientes FIÉIS? PORQUE é importante e COMO podemos incentivar as pessoas na nossa empresa a trazerem os seus Valores Humanos comuns ao foco do Negócio?

é a isto que se propõem o Metagerenciamento.

Palavra composta pelo prefixo grego Meta - para além de, transcendente, e pelo substantivo inglês management - derivado do verbo to manage: conduzir.

Metamanagement é um neologismo que pretende descrever uma nova disciplina para o desenvolvimento da consciência e a melhora das interações humanas nas organizações. Representa o desejo de ir além, ocupando-se daquilo que está nas origens ou na raiz do management e naquilo que está nos objetivos ou na finalidade dele".

Metagerenciamento (ou Metagestão) são formas de tradução que adotei a palavra METAMANAGEMENT (uma neologismo utilizado por Freddy Kofman em seu livro de mesmo nome). Da mesma forma, o conceito que proponhõ não é apenas o que está retrito neste livro. Proponho um estudo interdisciplinar em diversos aspectos das relações humanas e destas em ambientes coletivos voltados ao trabalho (um auto-estudo sobre a pessoa e suas próprias caraterísticas perante a si mesma (o que a inspira, quais são seus valores, sua missão, seus princípios e condutas), perante ao meio social onde vive (empresa, comunidade, família, amigos e conhecidos) e perante a sua troca dinâmica no mundo.

Posso citar como bibliografia recomendada sobre o assunto:

Metamanagement – O sucesso além do sucesso (Fredd Kofman)

Rico de Verdade - (Roberto Adami Tranjan)

Metanóia - (Roberto Adami Tranjan)

Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes – (Stephen R. Covey)

O 8º hábito (da Eficácia a Grandeza) - (Stephen R. Covey)

Zona de alta freqüência – As seis características dos grupos altamente eficazes (Paul Deslauriers)

A teia da vida - (Fritjof Capra)

As conexões ocultas – ciência para uma vida sustentável (Fritjof Capra)

A quinta disciplina (Peter M. Senge)

Desenvolvendo Líideres em sua equipe de trabalho (John C. Maxwell

O Líder do Futuro (Peter Drucker Foudation)

Bom, havendo mais perguntas por favor encaminhem para o e-mail abaixo.

Um grande abraço a todos!

 

Kleiton Kühn

* kleitonkuhn@hotmail.com

Site.: http://kleitonkuhn.blogspot.com/


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terça-feira, 26 de maio de 2009

∴Metagestão: Aprendendo a Aprender∴

Abaixo cito um trecho do Livro “A Erva do Diabo” de Carlos Castañeda - um antropólogo que (ao iniciar um trabalho de pesquisa em localidades nos Estados Unidos) sem querer viu-se assumindo o papel de Aprendiz de um Xamã chamado Dom Juan. Porque este texto sobre as dificuldades do aprendizado (e por que não dizer gestão do conhecimento) seria importante para um líder interessado em Metagestão e recursos de Metagerenciamento? Porque um pressuposto básico da metagestão é aceitar e entender que precisamos aprender a aprender.

“Quando um homem empreende o caminho do aprendizado, não tem claros seus objetivos. Seu propósito é fraco, sua intenção é vaga. Sonha com recompensas que nunca se materializarão, pois nada sabe das dificuldades do aprendizado.
Lentamente começa a aprender, primeiro pouco a pouco, a grandes passos depois, e seus pensamentos logo entram em colisão. O que aprende nunca é o que esperava, ou imaginava, e assim começa a sentir medo. Aprender nunca é o que se imagina. Cada passo do aprendizado é uma nova tarefa e o medo cresce sem cessar e sem piedade. O caminho do homem que aspira ao conhecimento se transforma em um campo de batalha.
Assim, o homem deparou com o primeiro de seus inimigos naturais: o medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro e difícil de vencer. O medo se oculta em cada curva do caminho, emboscado, esperando. E se o homem, aterrado em sua presença, se retirar, o inimigo terá conseguido pôr fim a seu aprendizado.
Que acontece com o homem que volta atrás, assustado? Nada, exceto que nunca aprenderá. Nunca se transformará em um homem de conhecimento. Talvez seja um rufião agressivo, ou talvez seja um maricas, um medroso; de todo modo, será um homem derrotado. Seu inimigo terá posto fim aos seus anseios de saber.
E que pode fazer o homem para se sobrepor ao medo? A resposta é simples: não fugir. O homem pode estar completamente assustado e ainda assim não se deter. Essa é regra. E chegará o momento em que seu inimigo se retira. O homem então se sentirá seguro de si mesmo, sua intenção se fará mais forte e o aprendizado já não será um trabalho aterrador.”

Carlos Castañeda citando o Cacique Xamã Dom Juan em “A erva do Diabo“.

Kleiton Kühn

* kleitonkuhn@hotmail.com

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∴Estrutura do Processo de Consenso Formal∴

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

∴Ferramentas de Metagerenciamento: A decisão em Consenso∴

corrente da amizade-756342 O verdadeiro caminho da sabedoria pode ser identificado por apenas três coisas: precisa ter amor, deve ser prático, e pode ser trilhado por qualquer um. (Frases e Pensamentos de Paulo Coelho)

Que precisamos de boa comunicação nas nossas organizações ninguém duvida. Já comentei em outros textos sobre importância de definirmos valores comuns e identificarmos objetivos coletivo e também da importância de utilizarmos formas de comunicação efetivas para a sustentabilidade das relações no trabalho. Falamos sobre conceito de eficiência, eficácia, efetividade e falamos também sobre assertividade mas ainda não falamos sobre um método prático de atingi-la em uma comunidade empresarial (na verdade em qualquer tipo de comunidade!).

O mundo não é totalmente governado pela lógica: a própria vida envolve certa espécie de violência, e a nós compete escolher o caminho da violência menor.
( MAHATMA GANDHI)

Este texto não trás informações sobre a importância da comunicação, mas sim do processo de decisão não-impositivo, integrador e criativo que gera sinergia e comprometimento: o consenso.

É sábio olhar para trás, pois é avaliando a tortuosidade de nossas pegadas, que poderemos garantir um caminho reto para o futuro.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Sabedoria

Gostaria antes de mais nada deixar aqui uma visão desmembrada do termo comunidade. Comunidade = Comum + Unidade: ou seja é uma egrégora ou reunião formada dois um mais indivíduos com pelo menos um interesse em comum. Nada mais justo e perfeito que uma unidade “com senso” comum para decidir e orientar-se a si mesmo como coletivo de forma sustentável.

Tudo existe, é um dos extremos. Nada existe é o outro extremo. Devemos sempre nos manter afastados desses dois extremos, e seguir o Caminho do Meio.
(Buddha Sidharta Gautama)

Nas empresas todos os dias nos deparamos com situações nas quais precisamos encontrar soluções para diversos tipos de problemas. Quando estamos “dentro da máquina” do cotidiano geralmente queremos nos livrar o mais rapidamente possível da dificuldade e (apesar de muitas vezes resolvermos os efeitos dos problemas percebidos) perdemos a oportunidade de irmos além, de reconhecermos e sanarmos as causas mais profundas. Quando nos identificamos a nossa organização com um ser vivo (e não como uma máquina) é mais fácil de entender por que deveríamos utilizar formas mais integradoras e menos autoritárias para tomarmos decisões relevantes. Identificando os funcionários como engrenagens não-pensantes é obvio que um consenso seria loucura mas se tivermos o respeito e a percepção da necessidade de reconhecimento e participação, ele é o único caminho.

"O caminho da verdadeira vitória é sempre árduo e cheio de surpresas desafiadoras que determinarão o desenvolvimento de nossos potenciais inatos garantindo a evolução do nosso espírito eterno." (Frases e Pensamentos de Zíbia Gasparetto)

Muitas vezes nos esquecemos da importância da comunicação e da criatividade das decisões humanas e as colocamos de lado em prol de velocidade na decisão. Algumas vezes é vital esta velocidade mas nem sempre. Esta pressa que nosso paradigma mental nos impele pelo excesso de atividades e tarefas* faz com que não escutemos as equipes e suas sugestões. Perdemos oportunidades de explorar de forma saudável a diversidade e a pluralidade de pensamentos por não valorizarmos a importância de cada decisão e principalmente por não pensar em um método mais inclusivo.

*(falarei sobre outras técnicas de metagerenciamento - a gestão de tempo e priorização de tarefas - em textos futuros)

A cada momento de nossa existência temos que escolher entre um caminho e outro. Com a consciência de que uma simples decisão pode afetar uma pessoa para o resto da vida.(Frases e Pensamentos de Paulo Coelho)

Um dos métodos utilizados na metagestão (na gestão participativa de aprendizagem empresarial) é justamente o Consenso. Consenso não é um sistema de votação, mas uma forma que todo o grupo ou comunidade entra na tomada de decisão. O voto consiste em estabelecer um ponto que a maioria concorde, como por exemplo na escolha de uma ou mais pessoas para uma determinada posição de "poder" através de uma eleição onde quem obtiver mais votos vence. Ambos fazem parte do processo construtivo da negociação compartilhando a tomada de decisão com todos (100%) os interessados, porém a decisão por consenso tem a tendência de ser mais construtiva, na qual todas as opiniões são ouvidas, ponderadas, e inclusive as minorias ou partes de menor influência no grupo tem voz para renegociar uma determinada decisão, colocando seus pontos de modo a manter a discussão sobre um determinado assunto até que um consenso se estabeleça. O consenso se refere à liberdade com que uma pessoa trabalha em uma comunidade ou grupo.

A felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la.
( Frases e Pensamentos de Autor Desconhecido) Mensagem sobre Felicidade

"O consenso leva em conta as preocupações de todos e visa a resolvê-los/aclarar-los antes que a decisão seja tomada. O mais importante, neste processo é incentivar um ambiente em que todos são respeitados e todas as contribuições são avaliadas. O consenso formal é um processo de decisão mais democrático.

"É melhor um passo lento por caminho reto do que muita velocidade fora do caminho." (São Leão Magno)

Grupos que desejam envolver sempre mais voluntários na participação têm a necessidade de utilizar um processo inclusivo. Para atrair e envolver cada vez mais pessoas é importante que o processo incentive a participação, permita o acesso igual ao poder, desenvolva a cooperação e crie um sentido da responsabilidade individual para as ações do grupo.

"É penoso o caminho que conduz ao cume da glória." (Sêneca)

O objetivo do consenso não é a seleção de diversas opções, mas o desenvolvimento de uma decisão que seja a melhor para o grupo como um todo. É em síntese aprendizado cooperativo e evolução, não competição nem atrito."

Talvez seja este o aprendizado mais difícil: manter o movimento permanente, a renovação constante, a vida vivida como caminho e mudança. ( Frases e Pensamentos de Maria Helena Kuhner) Mensagens sobre Aprendizado

Consenso versus decisões por votação

"O caminho do meio é quase sempre o mais seguro." (Quintiliano)

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O consenso se estabelece quando duas ou mais partes chegam a um ponto comum de decisão durante uma negociação.

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Ao contrário do consenso, uma decisão por votação tende a reforçar a opinião de uma única parte.

Escolher um caminho significava abandonar outros.(Frases e Pensamentos de Paulo Coelho)

Podemos entender então que através do consenso podemos evoluir a outro patamar de conhecimento e nossa vivência se torna mais rica, não apenas pelo fato de chegarmos através do trabalho em equipe a um objetivo almejado, não somente pela harmonização das forças e vetores que pareciam diametralmente opostos antes dos esclarecimentos mas por que utilizamos um método de integração.

Só um caminho por onde qualquer pessoa pode passar é capaz de nos levar a Deus.(Frases e Pensamentos de Paulo Coelho)

Quando todas as pessoas conseguem reconhecer como essencialmente sua a decisão tomada, chegamos ao ponto que muitas vezes deixamos passar em branco: ultrapassamos os fatos e sentimentos e chegamos às raízes dos nossos valores.

O reconhecimento é um caminho que em pouco tempo conduz ao amor.
( Theóphile Gautier )

E que outro método seria capaz de fazermos amar o nosso trabalho? Uma gestão participativa tem condições de liberar todo o potencial criativo humano em direção a um ponto de intenção comum. A decisão tomada em consenso une os participantes de forma coesa e os efeitos gratificantes do sucesso da decisão tomada em equipe é a melhor forma de reconhecimento. As pessoas sentem-se realmente pertencendo ao grupo e sentem-se valorizadas e vivas quando podem se expressar.

"Somos sempre levados para o caminho que desejamos percorrer."
(Textos Judaicos)

Se você deseja mudar os rumos da sua vida e do dia-a-dia no seu trabalho comece agora a aplicar na prática os técnicas de consenso. É através deste método que chegaremos juntos a construir empresas mais humanas, prósperas, éticas e assim influenciar os mercados e por que não toda a humanidade. Você não precisa mudar os caminhos da sua empresa. Não precisa “forças a roda da fortuna” em sentido oposto. Precisa sim é iniciar os debates e a prática destas técnicas.

Decisões em consenso e a Empresa Aprendiz (Learn Organization)

Problemas nas empresas sempre vão existir. Com o consenso você não vai acabar com os problemas e conflitos, mas vai poder encarar com outra atitude (e técnicas) as adversidades que se apresentam. As necessidades e vontades humanas possibilitam que as pessoas nas empresas SIRVAM umas às outras e proporcionam a elas as oportunidades de aprendizagem diárias: basta olhar e ver que existem outras formas mais criativas de resolvê-las.

Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar.
( Frases e Pensamentos de Thiago de Melo) Mensagem sobre Sabedoria

Escreverei mais sobre consenso nos próximos textos.

 

Kleiton Kühn
kleitonkuhn@hotmail.com
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